Factos e curiosidades…

Novembro, 2019

Um pouco por todo o mundo novembro é o mês de celebrar a morte e os mortos. Fazem-se partidas, brinca-se com o sinistro, organizam-se festas, prestam-se homenagens e, mais a sério ou mais a brincar, dependendo da forma como é encarada a passagem do mundo físico para o mundo espiritual, estes são os verdadeiros dias da exaltação da memória.

Coloca-se agora a legítima questão: e o que é que os arquivos têm a ver com isto? – Bem, os arquivos são, por excelência, locais de preservação da memória. No entanto, não é somente sobre a missão que vamos escrever este mês. Se até agora, para um não arquivista, nada há de sinistro ou funéreo num arquivo, depois de lido este texto a opinião só pode ser outra.

Comecemos por caracterizar o quotidiano de um arquivista, um profissional que convive diariamente com esta forma morta de se estar vivo, proferindo palavras de sentido dúbio e exaltando ações que, em sentido literal, estão despojadas de significado bonito, agradável e feliz.

A introdução já vai longa. Passemos ao que importa.

Nós, arquivistas, aceitamos de braços abertos a exaltação da memória que se quer feita através da preservação de arquivos e espólios. Instituições já extintas, personalidades já falecidas. Não nos rogamos ainda ao arquivo intermédio ou semi-morto, como também é tratado, ou seja, aos documentos que estão numa espécie de purgatório, cumprindo prazos de conservação, e cujo poder do juízo final vai caber ao arquivista-mor. Só há duas opções: ou o seu destino final é uma gloriosa entrada no arquivo histórico ou arquivo morto, como muitos lhe chamam, onde encontrará um lugar no depósito – habitualmente as ilustres assoalhadas cave ou sótão – e na base de dados que lhe dará a imortalidade por toda a eternidade, ou irá direto para o crematório onde passará pelos mecanismos de destruição, moagem, prensagem e trituração. E quando a avaliação do arquivista determina esta sentença, não há absolvição possível, nem bula que salve.

Se a pasta de arquivo, a capilha, a caixa ou a bota (porque também as há, em forma de unidade de acondicionamento) está no seu lugar, ainda que possa ser arquivo morto, ela repousa no seu habitat. No entanto, se a mesma é requisitada para consulta, um fantasma fica no seu lugar. A intervenção do arquivista nesta passagem de estádio morto para fantasmagórico é fundamental e determinante, sob pena de se perder a dita unidade de acondicionamento mais a informação que esta guarda.

Por falar em perdas, há sempre alguma informação que pode ser ocultada num pedido de requisição, pois cabe também ao arquivista a missão de expurgar ou fazer o expurgo da documentação antes de a dar à consulta.

E ainda nos falta falar da simpática nomenclatura que damos ao tal habitat da unidade de acondicionamento em depósito… Esta está, inequivocamente, depositada numa prateleira de uma estante de um corpo. Não é gralha, falamos mesmo de corpos! Módulo seria um vocábulo demasiado comum e despojado deste sentido peculiar tão característico da terminologia arquivística. E assim se ouve vezes sem conta, da boca de um arquivista: “vou ao corpo 32”, “não encontrei no corpo 13”, “só se tiver sido transferido para o corpo 40”. Sugestivo, não?

Não obstante ficar depositado no corpo que lhe deu abrigo, o arquivo passou primeiramente por processos de desinfestação, higienização, remoção de materiais metálicos corrosivos. Alguns ficam até de quarentena, numa antecâmara onde se deve entrar apenas e só com uma espécie de escafandro dos tempos modernos e do apogeu da ergonomia: bata, touca, luvas e máscara.

Os arquivistas são, em defesa da verdade, uma espécie de profissionais do ramo de controlo de pragas, e personagens do tipo serial killers, se um dia tivessem lugar numa série policial no canal FOX Crime. O que não deixa de ser curioso e contraditório é que o arquivista tanto mata pragas como investiga arquivos, não sabendo muitas vezes, se perante uma psicanálise rigorosa, assumiria o papel de criminoso ou de polícia.

Adiante!

Mantemos em depósito espécies em ambiente controlado com temperatura e humidade relativa adequadas, para evitar o surgimento ou proliferação de fungos, contaminação, infestação e deterioração do arquivo. Igualmente terminologia simpática e sugestiva, não?

É assim que vivemos nos arquivos e a verdade é que não esperamos que o futuro nos presenteie com vocabulário distinto deste. É que recentemente até chegou o RGPD – e novidades para agitar a vida dos arquivistas são sempre bem-vindas – só que no que respeita a termos e conceitos, continuamos na mesma onda… Haja direito ao esquecimento e direito ao apagamento e outros que tais, que nos remetem para o desaparecimento ou ocultação!

Não temos o seu espólio mas podemos relembrar o ilustre Fernando Pessa e terminar este texto com a não menos ilustre questão: E esta, hein?

Catarina Cândido & Cátia Matias Trindade

 

Outubro, 2019

Arquivo ACT FCT. Relógio e sinal luminoso de “Reactor em operação” no interior do edifício do Reactor Português de Investigação, Sacavém, 2011.

Arquivo ACT FCT. Relógio e sinal luminoso de “Reactor em operação” no interior do edifício do Reactor Português de Investigação, Sacavém, 2011.

No passado mês de setembro ficámos a par do desmantelamento do único Reactor Nuclear Português de Investigação (RPI), que esteve em atividade durante mais de 50 anos no atual Campus Tecnológico e Nuclear em Sacavém. Este mês recuamos até 1961 para recordar a história da sua construção e o início do seu funcionamento.

O Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT disponibiliza a documentação que pertenceu à Junta de Energia Nuclear, instituição responsável pelo Laboratório de Física e Engenharia Nucleares (LFEN), onde foi instalado o reator e outros equipamentos modernos de estudo e investigação, singulares em Portugal no início da década de 60.

Nos livros das Atas das Sessões Plenárias estão documentados os primeiros passos para a aquisição dos terrenos onde iriam ser construídos os edifícios do LFEN, as decisões sobre as questões de segurança, que ficariam a cargo da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), e a constituição da equipa para a elaboração do projeto. Desta equipa faziam parte o arquiteto António Lino (1909-1961) e o engenheiro Artur Bonneville Franco (1911-1966).

Em Janeiro de 1959 foi adjudicada a construção do edifício do reator. Este edifício foi considerado um empreendimento único no país, no que respeita ao sistema de ventilação e à piscina que comportava cerca de 450 mil litros de água.

Funcionou pela primeira vez dois dias antes da inauguração do Laboratório de Física e Engenharia Nuclear a 27 de abril de 1961, colocando Portugal como um dos países do mundo a dispor de um reator de cisão nuclear para atividades de investigação científica, desenvolvimento experimental e formação de pessoal.

A notícia da inauguração foi capa dos jornais diários da época, exemplo disso foi o Diário de Lisboa que dedicou parte da capa à notícia da inauguração, onde é relatada a receção do presidente da JEN ao Presidente da República, a sessão de abertura e a chegada dos participantes internacionais, entre eles o presidente da JEN espanhola, o diretor adjunto da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e o representante da Comissão de Energia Atómica dos Estados Unidos da América.

Em 2016 o reator deixou de operar, mais de 50 anos depois de entrar em funcionamento e após uma inspeção da AIEA ter detetado falhas técnicas. Por prevenção, os responsáveis decidiram parar a atividade do reator, tendo o mesmo sido desmantelado em março de 2019, como recentemente se tornou público.

Catarina Cândido

 

Bibliografia:

OLIVEIRA, Jaime da Costa – O reactor nuclear português: fonte do conhecimento. Santarém. Editora O Mirante, 2005. ISBN9728585268

 

Setembro, 2019

 

Iniciamos setembro relembrando a participação de Portugal na reunião do Conselho de Governadores no âmbito da VIII Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atómica, realizada em setembro de 1964 em Viena, na Áustria.

Portugal foi um dos 12 Estados que tomaram parte na Conferência de Washington em 1956, para elaboração dos Estatutos da Agência Internacional de Energia Atómica.

De acordo com os estatutos, por ser um país produtor de matérias-primas nucleares, Portugal foi um dos primeiros países membros daquela organização e a ter assento no Conselho de Governadores.

Esta posição de produtor de matérias-primas nucleares e a ação do Ministério dos Negócios Estrangeiros possibilitou a assinatura do Acordo de Cooperação com os Estados Unidos da América. Ao abrigo deste acordo foi adquirido aos EUA o Reator de Investigação para equipar o Laboratório de Física e Engenharia Nucleares em Sacavém.

Em setembro de 1964 realizou-se a VIII Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atómica onde Portugal esteve representado por uma delegação presidida por Francisco de Paula Leite Pinto, na altura presidente da Junta de Energia Nuclear.

Convidamos os interessados no tema a consultarem a documentação proveniente da Direção dos Serviços Internacionais do Arquivo da Junta de Energia Nuclear, onde se encontra o processo relativo à participação da delegação portuguesa na VIII Conferência Geral, composto por documentação relativa à missão a Viena de Áustria e do relatório da reunião do Conselho de Governadores.

Catarina Cândido

Bibliografia:

 

A Energia Nuclear em Portugal : uma esquina da história, Jaime da Costa Oliveira. 1a ed. Santarém : O Mirante, 2002.  ISBN 972-8585-13-6.

Agosto, 2019

O Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT esteve presente no Encontro CIENCIA’19 onde teve a oportunidade de divulgar a sua atividade na preservação e divulgação do património documental à sua guarda.

Para demonstrar o que fazemos, exibimos um vídeo que permite conhecer o espaço físico onde nos encontramos, assim como as tarefas que desenvolvemos para a disponibilização de informação ao público.

A participação neste encontro permitiu-nos conhecer pessoalmente alguns dos utilizadores que nos contactam à distância e também apresentar as possibilidades de pesquisa que a documentação pode oferecer.

Aos visitantes tivemos o gosto de oferecer um saco de pano, o nosso contributo para evitar o plástico, um marcador de livros e um folheto de apresentação dos nossos serviços.

O verso do folheto foi pensado para ser utilizado como cartaz e pode ser descarregado aqui. A imagem escolhida pertence a um conjunto de desenhos originais que fazem parte do Arquivo Luís Dias Amado e representa uma glândula duodenal tubular ramificada, desenhada à mão em tinta-da-china sobre papel por Luís Alberto Santos.

Para quem tem interesse em ilustração científica pode apreciar também outras imagens da mesma coleção aqui.

 

Julho, 2019

Assinala-se no presente ano a passagem de 70 anos sobre a assinatura da Declaração de Washington, documento que instituiu o Tratado do Atlântico Norte, estando este na génese da criação da NATO (North Atlantic Treaty Organization), aliança militar intergovernamental que visava conter e dissuadir o avanço do comunismo.

Figura de proa do tratado, o diplomata norte-americano George F. Kennan, vice-chefe da missão em Moscovo no período que sucedeu o final do conflito mundial, não concordava com a ideia de um conflito direto entre as duas superpotências, tendo defendido a doutrina do «containment» (estabilidade e contenção perante o avanço do comunismo).

O tratado, assinado em 1949, constituiu-se como basilar na construção de um novo paradigma nas relações internacionais, cenário em que começavam a erguer-se os alicerces do novo sistema bipolar que assentava na Guerra Fria, onde se digladiavam os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Portugal é um dos doze membros fundadores da NATO. Do lado português o documento foi assinado pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros, José Caeiro da Matta e pelo embaixador de Portugal em Washington, Pedro Teotónio Pereira.

O decreto de ratificação do Tratado do Atlântico Norte foi publicado no Diário do Governo n.º 165, 1.ª Série, de 28 de julho de 1949.

No ano de 1958 o comité Científico da NATO instituiu um programa de bolsas, constituindo este o arranque no apoio aos assuntos de carácter científico enquanto criadores de desenvolvimento social.

No ano posterior foi fundada em Portugal a Comissão Coordenadora da Investigação para a INVOTAN, criada na Presidência do Conselho, visando esta tornar permanente o apoio às atividades científicas nacionais realizadas no âmbito da NATO, ou Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na designação portuguesa. Em 1970 a Comissão INVOTAN foi integrada na JNICT e aí funcionou até 1997.

O Arquivo de Ciência e Tecnologia tem à sua guarda o Arquivo da Comissão INVOTAN (atualmente em tratamento), que passou ao longo dos anos por diversas entidades até ficar sob custódia da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A documentação inclui essencialmente processos de bolsas financiadas, existindo também documentação relativa ao acompanhamento e gestão dos vários programas de apoio no âmbito da NATO.

Helena Baltazar

Webgrafia:

Brandão, Tiago – https://bit.ly/2JkLAY9. Web

Severiano Teixeira, Nuno – https://www.publico.pt/2019/03/27/mundo/opiniao/nato-70-1866843. Web

Guerra, Alexandre – https://www.publico.pt/2019/01/18/mundo/opiniao/nato-70-anos-servico-europa-1858401. Web

 

Junho, 2019

O Dia Internacional dos Arquivos celebra-se a 9 de junho e a cada ano o Conselho Internacional de Arquivos propõe um novo tema de reflexão para a comunidade dos profissionais da informação e para os cidadãos. Este ano fala-se de Designing the Archives in the 21st Century! Como estamos a pensar e a construir os arquivos no Século XXI?

Inspirados neste tema, pensámos num pequeno contributo e no que pode ser um dos pilares desta construção. Gerir milhares de processos de financiamento faz da Fundação para a Ciência e a Tecnologia uma instituição com uma elevada dimensão informacional. Desmaterializar e simplificar processos e procedimentos é um dos desafios que atualmente os gestores de informação da FCT enfrentam. Mas, mais do que alteração de suporte é preciso estruturar, classificar, gerir, recuperar, preservar, disponibilizar, entre outros. Estes são os vários pilares da construção.

O paradigma altera, a informação já não está apenas no papel, muito pelo contrário, cada vez mais se trabalha em ambiente digital. Uma oportunidade que estimula o desenvolvimento e a implementação de um sistema de gestão documental, desencadeando necessariamente um processo de intervenção mais vasto. Olhar para os processos com uma perspetiva macro permite um conhecimento transversal do produtor levando mesmo à normalização e à definição de procedimentos onde eles não existem. Mais ainda pelo desenvolvimento e aplicação de ferramentas macro de gestão e organização da produção documental. Estão assim lançados os alicerces para a constituição do Arquivo do Século XXI.

Projetos desta natureza podem ser um efetivo contributo para a constituição de arquivos digitais, com documentos produzidos em diversos suportes e em diversos sistemas de informação, permitindo a consulta e a recuperação de informação imediata e de forma centralizada.

Pensar e conceber os Arquivos atuais. Sem dúvida um desafio para os profissionais da informação, porque preparar o Arquivo é preparar o futuro!

 

Maio, 2019

Fotografia de Luiz Carvalho, jornal Expresso de 13 de Junho de 1992

No mês em que se celebra o Dia do Trabalhador dedicamos este espaço de memória à Fábrica-Escola Irmãos Stephens na Marinha Grande e aos seus trabalhadores.

Esta bicentenária instituição, sobre a qual o Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT detém documentação por ter sido um serviço externo do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII), encerrou a sua atividade em definitivo em 1992 deixando cerca de 400 pessoas no desemprego.

A Fábrica-Escola Imãos Stephens  (FEIS) laborou durante cerca de duzentos anos e foi uma das principais referências na indústria vidreira nacional. O alvará de laboração foi assinado pelo Secretário de Estado do Reino de D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo – Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, que em julho de 1769 autorizou o inglês Guilherme Stephens e o sócio, seu irmão, João Diogo Stephens a transferirem a antiga fábrica de vidros de Coina para a Marinha Grande.

No seu esforço de incremento da produção nacional e de proteção da concorrência estrangeira, a fábrica beneficiou do apoio do Marquês de Pombal que cedeu madeira do pinhal de Leiria para a sua laboração. Após a morte de João Diogo Stephens em 1826, a fábrica passou, por testamento, para a posse do Estado português.

Entre 1827 e 1919 conheceu diversos arrendatários e a partir desse ano passa a sua exploração a ser feita pelo governo português, através de Comissões Administrativas. Em 1954, a sua designação deixa de ser «Nacional Fábrica de Vidros da Marinha Grande» para passar a designar-se «Fábrica-Escola Irmãos Stephens». No mesmo Decreto-Lei fica contemplado a criação de “Um museu para exposição e conservação não só das espécies suficientemente representativas da indústria vidreira nacional nos aspectos técnico e artístico, como ainda objectos de vidro produzidos no país em diferentes épocas, de modo a patentear a evolução deste importante sector da indústria nacional”, o que veio a acontecer em 1994.

Cinco anos depois, em 1959, passa a depender do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII) como serviço externo, competindo a este a superintendência de modo a assegurar uma administração e um quadro de pessoal, de acordo com as exigências de gestão de uma unidade fabril moderna. Situação esta que o seu diretor António de Magalhães Ramalho se empenhou bastante em concretizar.

Instalada numa vila tradicionalmente operária, o número de trabalhadores da FEIS chegou às seis centenas durante os anos 70, tendo muitos deles completado 30 anos ao serviço da fábrica.

No período pós-revolução a FEIS passa a ter o estatuto de Empresa Pública e após sucessivas crises, que se refletiram no desemprego de grande número de trabalhadores e, consequentemente, em períodos dramáticos para a população da Marinha Grande, a fábrica encerrou definitivamente as portas em 1992.

Atualmente, o conjunto de edifícios de traça pombalina das antigas instalações ocupadas pela fábrica e o palacete dos irmãos Stephens funcionam como Museu do Vidro, sendo a sua principal coleção e a que serviu de base à sua instalação composta pelas peças provenientes da produção da FEIS que foram reunidas num fundo que teria como fim a criação ou a integração num museu.

Catarina Cândido e Helena Baltazar

Fontes consultadas:

RAMALHO, Margarida Magalhães, «António de Magalhães Ramalho: fundador do INII e pioneiro da investigação industrial», By The Book, Lisboa.

Relatório de Actividades de 1972, da Direcção-Geral dos Serviços Industriais, Instituto Nacional de Investigação Industrial, 1973, Lisboa.

Para consultar mais sobre o edifício: http://www.monumentos.gov.pt/SITE/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3289

 

Abril, 2019

«Novas Cartas Portuguesas (ou de como Maina Mendes pôs ambas as mãos sobre o corpo e deu um pontapé no cu dos outros legítimos superiores

Maria Velho da Costa (esq.) Maria Teresa Horta (ao centro) e Maria Isabel Barreno (dta.)

No mês em que disponibilizamos o Arquivo do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII) e no mês em que se celebram os 45 anos do 25 de Abril, escolhemos como curiosidade o facto de duas das autoras de «Novas Cartas Portuguesas», Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno terem sido funcionárias no Serviço de Produtividade do INII, até final dos anos 70.

Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, nomes maiores da literatura portuguesa do séc. XX e autoras premiadas de obras de referência, encontram-se em maio de 1971 para escreverem juntas um livro. Cada uma, individualmente, já tinha publicado obras de uma forte dimensão política e desafiadoras dos papéis sociais e sexuais que eram esperados da mulher, numa sociedade dominada pela ditadura. Após Maria Teresa Horta ter sido perseguida e agredida em sequência da publicação do seu livro de poesia erótica «Minha Senhora de Mim», as duas amigas Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno sentem-se impelidas a delatar a situação das mulheres em Portugal e as três escrevem as «Novas Cartas Portuguesas». O livro seria publicado em abril de 1972 pela Editora Estúdios Cor incluído na coleção Serpente, com direção literária de Natália Correia. «Novas Cartas Portuguesas, porém, não foi apenas um pretexto para um incómodo mas também a confirmação da escrita de um livro excecional, que revolucionou as mentalidades nacionais e gerou interesse em todo o mundo devido tanto ao alarido provocado como ao seu valor» in projeto apoiado pela FCT Projeto (PTDC/CLE-LLI/110473/2009) Novas Cartas Portuguesas 40 Anos Depois

Na altura, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa eram funcionárias do INII. O Arquivo de Ciência e Tecnologia da Fundação para a Ciência e a Tecnologia é detentor, desde 2015, do Arquivo do Instituto Nacional de Investigação Industrial, onde a partir deste mês está disponível para consulta. Maria Velho da Costa foi assistente de direção entre 1970 e 1978 e Maria Isabel Barreno assistente de 1.ª classe de 1962 a 1975, ambas no Serviço de Produtividade. Em entrevista publicada no livro «António de Magalhães Ramalho – fundador do INII e pioneiro da investigação industrial», de Margarida Magalhães Ramalho, Maria Isabel Barreno diz «o INII foi um lugar onde me formei como adulta».

Em entrevistas dadas pelas autoras ficamos a saber de alguns dos seus hábitos durante o período que durou a escrita do livro. Uma vez por semana saíam juntas da Rua de São Domingos à Lapa, apanhavam a Maria Teresa Horta que era jornalista n’A Capital e seguiam para o restaurante Treze no Bairro Alto.

Pouco tempo depois do livro ter sido publicado foi apreendido pela polícia e iniciou-se o processo judicial em que o Estado Português acusava as autoras e o editor de terem escrito um livro «pornográfico e atentatório da moral pública e bons costumes», processo que ficou conhecido pelo caso das Três Marias. Numa entrevista a Maria Velho da Costa, ao jornal Público a 13 de dezembro de 2013, diz: «O director que tinha, muito reaccionário – devia lembrar-me do nome dele, para mal, mas não me lembro -, tinha tudo preparado para, caso fôssemos condenadas, rescindir o contrato».

A leitura da sentença, inicialmente marcada para 18 de abril de 1974, é adiada para substituição do representante do Ministério Público, uns dias depois dá-se a Revolução a 25 de Abril. A sentença será proferida a 7 de maio de 1974 promulgando a absolvição das rés. Na fundamentação da sua decisão, o juiz do processo concluirá: «(…) o livro Novas Cartas Portuguesas não é pornográfico nem imoral. Pelo contrário: é obra de arte, de elevado nível, na sequência de outras obras de arte que as autoras já produziram».

A fotografia que usámos para ilustrar este texto foi publicada no jornal Manchete (Rio de Janeiro), n.º 1153 edição de 25 de maio de 1974 e corresponde ao momento em que as Três Marias saem do Tribunal da Boa-Hora, após a leitura da sentença, livres e de cravo ao peito.

Catarina Cândido

Referências bibliográficas:

AMARAL, Ana Luisa – organização e edição anotada de – Novas Cartas Portuguesas. Lisboa, Publicações Dom Quixote 2010. Especiais, Lda.

RAMALHO, Margarida de Magalhães – António de Magalhães Ramalho fundador do INII e pioneiro da investigação industrial. Lisboa, By The Book Edições

Webgrafia:

Amaral, Helena e Mourato, Felipa – “O processo das três Marias: História de um julgamento” Capazes de  25 de outubro de 2015. Web

Chitas, Irina – “A poesia da liberdade: Maria Teresa Horta”, revista Vogue 3 de abril de 2018. Web

Costa, Tiago Bartolomeu – “Maria Velho da Costa: Uma flor no deserto”, jornal Publico 13 de janeiro de 2013. Web

 

 

Março, 2019

Durante os anos 50 do século passado Portugal assistiu à intensificação do desenvolvimento industrial, que culminou nos anos 60 com o arranque do crescimento da economia em ambiente de abertura ao Exterior.

É neste contexto de impulso na área da produção industrial que, no ano de 1960, Adérito Sedas Nunes (Lisboa, 1928 – 1991) lecionou o módulo «A posição dos trabalhadores manuais no processo histórico do desenvolvimento industrial», integrado no curso alusivo ao tema da Produtividade, organizado pelo Instituto Nacional de Investigação Industrial.

O curso foi concebido em parceria com a Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico de Lisboa (AEIST) e decorreu nas instalações do instituto. Teve como critério de admissão alunos com a frequência dos 5.º e 6.º anos de licenciatura, por se encontrarem «…mais próximo do contacto directo com as realidades de vida profissional».

Previamente ao curso, realizou-se um inquérito, promovido pela AEIST, por forma a avaliar as preferências dos alunos relativamente às matérias a lecionar. O plano curricular do curso teve em consideração os resultados desse inquérito.

Ainda com base nesta temática, Sedas Nunes publica no volume I da Análise Social (revista em que foi membro fundador), em 1963, um artigo sobre a questão das relações humanas em ambiente de empresa e a sua evolução histórica (pág. 104-113).

A coleção da revista Análise Social pode ser consultada na Biblioteca da FCT.

Fevereiro, 2019

SIPA, Interior: vestíbulo central. 2007. Fonte: Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, http://www.monumentos.gov.pt/ (acedido Janeiro, 2019)

O edifício que é ocupado pela FCT, no n.º 126 da Av. D. Carlos I, tem a configuração atual de 9 pisos e 3 caves desde 1971. Foi concebido para cumprir várias funções em simultâneo, edifício de serviços e jardim de infância, que funcionou até há poucos anos nos dois últimos andares. Em 1975 o Ministro do Planeamento e Coordenação Económica determinou por despacho interno (PT/FCT/FRDA/002/10) que fossem distribuídos pelos 6.º e 7.º andar os seguintes serviços do Ministério: «Gabinete do Ministro e Secretários de Estado, Gabinetes Jurídico e de Comunicação Social, Secretaria dos Gabinetes, Secretaria-Geral do Ministério, Comissão de Apoio às Cooperativas, Comissões e Núcleos a funcionar no âmbito do PNE, a Biblioteca e outros serviços de apoio aos Gabinetes». A JNICT ocuparia o 1.º e 2.º andar, este na totalidade. Em maio de 1976 é proposto (PT/FRDA/002/14) o esquema de distribuição dos diferentes serviços da JNICT, assim como dos restantes organismos, e de acordo com a documentação consultada ficamos a saber que no R/C lado C funcionou também uma Companhia de Seguros e no conjunto A uma loja de ferragens.

Nos dias de hoje a FCT ocupa todos os andares desde a cave ao 7.º andar e partilha o 3.º com outras instituições. Na cave está instalado desde dezembro de 2011 o Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT, nas antigas instalações do Arquivo Geral da SCML que desde 1974 ocupava este espaço.

Pode ser consultada mais informação sobre o edifício aqui.

 

Janeiro, 2019

O Simpósio Nacional de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (SINACT) realizou-se há 40 anos, em maio de 1979. Foi o primeiro grande fórum nacional público, organizado a seguir ao 25 de abril, dedicado aos problemas da administração de Ciência e Tecnologia.

O SINACT, organizado pela Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, teve também o objetivo de preparar a presença portuguesa na Conferência das Nações Unidas sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento e reuniu mais de uma centena de especialistas nacionais de diversas áreas para discutir modelos e estratégias de desenvolvimento para o sector.

Para relembrar este importante evento, o Arquivo de Ciência e Tecnologia disponibiliza um caderno especial na página dedicada a Recursos para a história da Ciência e Tecnologia onde podem ser lidas as comunicações apresentadas, num total de 126, e os relatos finais deste encontro.

Dezembro, 2018

Britaldo Rodrigues, vulcanólogo português e penúltimo presidente do INIC, Instituto Nacional de Investigação Científica, entre 1987 e 1992, faleceu em 2017. Distinguido com um Doutoramento Honoris Causa pela Universidade dos Açores na mesma ocasião que Haroun Tazieff, seu eminente colega franco-polaco, Britaldo Rodrigues deixa o seu nome associado à vulcanologia dos Açores a que dedicou diversos estudos, bem como à exploração da energia geotérmica da ilha de São Miguel para produção de energia elétrica. O ACT propõe à leitura, neste mês de dezembro, a biografia de Britaldo Rodrigues que poderá ser acedida aqui.

 

Novembro, 2018

In Memoriam Odette Ferreira (1925-2018)

Faleceu, no início do mês de outubro, aos 93 anos de idade, Odette Ferreira, investigadora portuguesa que muitos reconhecem por ter sido por vários anos o rosto da luta contra a SIDA em Portugal, uma causa que contribuiu para consciencializar através do primeiro programa de prevenção e controlo de epidemia com a troca gratuita de seringas junto de populações toxicodependentes.

Coordenadora da Comissão Nacional de Luta contra a SIDA, entre 1993 e 2000, Odette Santos sucedeu a dois não menos carismáticos investigadores, Laura Ayres e Machado Caetano. Todo o seu percurso científico foi dedicado aos estudos de microbiologia, à virologia e à imunologia, bem como à pesquisa para a cura de diversas epidemias, entre elas a SIDA, tendo feito parte da equipa de investigadores que, com Luc Montagnier, isolou um segundo tipo de retrovírus (LA Virus t. II), em 1986. Vírus e bactérias foram, pois, o seu domínio de especialização, em projetos desenvolvidos a partir dos 70, um dos quais teve expressão no doutoramento pela Universidade de Paris XI, subordinado ao tema «Marqueurs épidémiologiques de pseudomonas aeruginosas. Leur application à l’étude des infections hospitalières au Portugal» (1977), tema que infelizmente se mantem atual.

Odette Ferreira foi a investigadora responsável por um projeto de investigação financiado pela Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, entre 1978 e 1979. Intitulado «Diagnóstico de doenças de origem vírica e bacteriana com especial relevo para as de caracter epidemiológico», foi executado no Laboratório de Microbiologia da Faculdade de Farmácia em parceria com a Unidade de Urologia do Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Entre relatórios de trabalho, pareceres e correspondência preservados no Arquivo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, destacam-se um curriculum vitae com data de 1978 e um artigo sobre Pseudomonas Aeruginosa, em parceria com M. Darmon e J.-F. Vieu, que a cientista deu à estampa nas «Annales de Microbiologie», em 1976, documentos que o ACT republica prestando assim homenagem a esta mulher cientista portuguesa.

O conjunto de documentos relacionados com a atividade de Odette Ferreira que consta do Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT é relativamente pormenorizado e dá conta de auxílios pontuais concedidos ainda pelos extintos Instituto de Alta Cultura e Instituto Nacional de Investigação Científica, nos anos 70 e 80, abrangendo ainda documentos mais recentes relacionados com o Centro de Patogénese Molecular da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa que a investigadora igualmente coordenou nos anos 90.

Odette Ferreira foi professora catedrática da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, instituição a que deixa o seu nome associado. Entre as diversas distinções que lhe foram outorgadas, destacam-se as de Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques, distinção atribuída em 9 de fevereiro de 1976, bem como a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, concedida em janeiro de 2018 pelo Presidente da República.

Outubro, 2018

Conhecer o Arquivo de Ciência e Tecnologia em imagens, foi o que nos propusemos fazer este mês! Entre nesta viagem connosco, veja o vídeo mais abaixo e confira quem somos e o que fazemos.

Setembro, 2018

Passados mais de 25 anos de extinção do INIC – Instituto Nacional de Investigação Científica (1976-1992), foi dado mais um contributo para a construção da memória e da história deste instituto nacional. Fernando Roldão Dias Agudo (n.1925), que foi presidente do INIC entre 1980 e 1983, doou ao ACT uma parte do seu arquivo que inclui a documentação reunida durante o período da sua presidência neste instituto. A partir de agora, está disponível para consulta o inventário deste arquivo, assim como diversas imagens digitais a partir do catálogo em linha do ACT.

O tratamento deste espólio documental permitiu reapreciar vários documentos relevantes para um reexame da história institucional da Ciência e Tecnologia portuguesas e o papel desempenhado pelo INIC no contexto político e cultural dos anos 70-90.

O valor deste espólio documental é evidente pela quantidade e importância de cartas e manuscritos autógrafos, documentos preparatórios de relatórios, notícias de imprensa, que permitiu uma redescoberta de aspetos singulares que importa partilhar e que foram essenciais para a elaboração de um artigo que agora se disponibiliza, como mais um contributo para o desenho da história da ciência em Portugal.

Boas leituras!

Agosto, 2018

Realizou-se em agosto de 1974 o 19º Congresso Internacional de Matemáticos. Promovido pela International Mathematical Union, o Congresso reuniu em seminários, conferências e debates, cerca de 150 participantes de todo o mundo, em Vancouver, Canadá, entre 21 e 29 de agosto daquele ano, tendo como anfitriã a Universidade da Columbia Britânica.

Os Congressos da União Internacional de Matemática tiveram início em Chicago em 1893, integrados no programa cultural e científico da Exposição Internacional de Chicago, que comemorara em simultâneo os 400 anos da descoberta da América por Cristóvão Colombo.

Na imagem ao lado podemos ver o emblema oficial do Congresso inspirado nos tótemes tradicionais ameríndios no Programa (Coleção Fernando Roldão Dias Agudo, Arquivo de Ciência e Tecnologia).

Julho, 2018

Começando por desvendar um pouco do acervo recentemente incorporado na FCT por doação de Fernando Roldão Dias Agudo, o ACT traz este mês hoje a público duas cartas, com data de 1980, trocadas entre a poetisa e escritora Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007) e aquele matemático e professor universitário que conduziu os destinos do INIC, entre 1980 e 1983, e que nos anos a seguir ao 25 de abril, presidira à direção da JNICT, antecessora da FCT. Em fundo de ensaios de reformas institucionais e administrativas, esta correspondência põe a claro a situação crítica de alguns centros de investigação do INIC perante a “necessária” reorganização das políticas científicas nacionais. Dois documentos a redescobrir aqui.

Junho, 2018

Comunicar a ciência numa rede global e planetária em miniatura, através dos serviços postais, eis a viagem que o ACT propõe este mês aos seus leitores, através de uma colecção de cartões que se conserva no Fundo de José Francisco David Ferreira depositado na FCT.

São centenas de cartões com os seus selos postais que evocam – através de um grafismo colorido e minucioso -, realidades culturais e geopolíticas pretéritas sobre as quais se afirmou o cosmopolitismo da ciência.

Cartões postais, sempre mais ou menos alinhados pelo mesmo formulário, enviados com o fim de recolher e divulgar as mais recentes novidades científicas: um prazer para os olhos, com meio século de história.

Maio, 2018

O Arquivo de Ciência e Tecnologia tem à sua guarda documentação que ilustra as relações institucionais do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC) com a Comissão Nacional da UNESCO (CNU), fundada em 1979. Essas relações são ilustradas na documentação reunida em 4 volumes respeitantes aos anos que medeiam 1983-1989.

Além do INIC, a CNU relacionou-se de forma privilegiada com a JNICT e mais tarde com a sua sucessora, a FCT. A execução dos programas da UNESCO/CNU em Portugal permitia, ao abrigo dos «Programas de Participação», a fruição de ajuda financeira ou técnica, para atividades por iniciativa própria e outras por parte da comunidade científica. Dentro da incumbência de apoio à investigação a nível internacional destacam-se na documentação do INIC a atribuição do «Prémio Kalinga de Vulgarização Científica», distinção internacional a carreiras dedicadas à divulgação da Ciência e da investigação; e do «Prémio de Microbiologia Carlos J. Finlay», destinado a promover a investigação e o desenvolvimento no domínio da microbiologia.

Leia aqui o artigo completo que preparámos sobre as relações entre o INIC e a Comissão Nacional da UNESCO.

Abril, 2018

«Nasce-se investigador como se nasce músico ou poeta…»

A Biblioteca da Fundação para a Ciência e a Tecnologia acaba de incorporar nas suas coleções o «Relatório dos trabalhos efectuados em 1932-1933», publicado pela Junta de Educação Nacional – antepassada da FCT -, em 1934.

De elevado interesse para o conhecimento da ação daquele organismo público de financiamento da atividade científica portuguesa, fundado em 1929, o opúsculo, um in-folio 4º, de 217 páginas, inclui estatísticas e quadros com informação valiosa para análise dos subsídios e de bolsas de estudo aos investigadores portugueses em todas as áreas do conhecimento, identificando beneficiários e trabalhos desenvolvidos entre 1929 e 1934. De destacar duas iniciativas: a inclusão, pela primeira vez no orçamento da Junta de uma verba para um «Serviço de Educação Artística» e a constituição de uma «Comissão de estudo da retribuição diferencial do trabalho científico» presidid
a por Marck Athias, conforme previsto nas reformas da JEN de 1931.

Consulte estas e outras publicações no catálogo da biblioteca da FCT.

Março, 2018

No dia 21 de março celebra-se o Dia Internacional das Florestas. Inquestionável que é o reconhecimento deste património comum, o próximo dia 21 de março assume particular valor dada a amplitude dos problemas da floresta portuguesa expostos pelas catástrofes de 2017.

Numa viagem promovida pelo Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT, recuámos até 1987, ano em que foi criada a Comissão Nacional Especializada para os Fogos Florestais (CNEFF), entidade com a qual a JNICT estabeleceu um protocolo de colaboração em 1993.

A CNEFF (1987-2003) promoveu diversas ações e algumas em em parceria com a JNICT, como por exemplo, a «Jornada de Investigação Científica aplicada a incêndios florestais», em Coimbra, 1995, e no ano seguinte, em Lisboa, a «Reunião sobre investigação científica e tecnológica aplicada a incêndios florestais». Decorreu, também, o Programa específico de «Investigação Aplicada a Incêndios Florestais», através do qual foram financiados 25 projetos especializados no estudo, na prevenção e no combate a incêndios florestais.

A atividade do CNEFF e a sua relação com a JNICT está documentada e provê algumas peças para a compreensão das problemáticas da investigação aplicada à gestão do património florestal. Encontre estes documentos no Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT.

Fevereiro, 2018

Luís Ernani Dias Amado (1901-1981) foi um investigador e médico português que dedicou a sua vida à investigação científica e à militância civil. Discípulo da «Geração de 1911» foi também político, lutador antifascista, democrata republicano e mação, atividades que desenvolveu num período difícil da história contemporânea, entre os anos 30 e o pós-25 de abril.

Este arquivo integrou o acervo do ACT por doação de sua filha Luísa Irene Dias Amado. Embora pequeno em dimensão, permite-nos o reconhecimento dos dois grandes domínios em que se moveu, a ciência e a ação política, mas também de alguns aspetos da sua vida pessoal e familiar. É este acervo que agora disponibilizamos ao público e que pode consultar no catálogo em linha do ACT bem como a sua produção científica que foi integrada e catalogada na Biblioteca da FCT.

Convidamo-lo ainda a conhecer mais sobre o perfil biográfico deste investigador português, no artigo que publicamos este mês, assim como o Registo de Autoridade Arquivística que o descreve enquanto produtor do seu arquivo.

Janeiro, 2018

Celestino da Costa e David Ferreira junto a equipamento de laboratório

A equipa do Arquivo de Ciência e Tecnologia tem vindo a elaborar alguns instrumentos úteis para o estudo e compreensão dos arquivos à sua guarda, bem como das entidades responsáveis pela sua produção ou reunião ao longo dos anos. Nesse contexto e com o propósito de dar a conhecer duas personalidades da ciência em Portugal, cujos arquivos pessoais foram doados ao ACT, disponibilizamos os registos de autoridade arquivística de José Francisco David Ferreira e Augusto Celestino da Costa, ambos médicos e cientistas.

E se não sabe o que esperar de um Registo de Autoridade Arquivística, fique a saber que se trata de uma compilação de dados e informações organizadas de acordo com normas internacionais, que, neste caso, servem para descrever entidades que produzem ou guardam arquivos.

Consulte mais informação aqui.

2017

Dezembro, 2017

Há 30 anos foram dados os primeiros passos para a consolidação de uma política nacional de educação para ciência, com a realização da primeira Semana de Ciência e Tecnologia para a Juventude, em maio de 1987. Esta iniciativa nasce de uma parceria das secretarias de Estado da Investigação Científica, com a JNICT, Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e outras instituições ligadas à ciência e à juventude, com o propósito de valorizar os jovens e estimular a formação em Ciência e Tecnologia, através de mostras documentais e exposições, projeção de filmes científicos, colóquios, visitas guiadas temáticas, jogos, entre outros.

A encerrar um ano rico em comemoração de efemérides de ciência, o ACT propõe-se recordar o significado daquela iniciativa através da produção de um artigo sobre as Semanas de Ciência e Tecnologia,  o qual pode ser consultado aqui.

No Arquivo de Ciência e Tecnologia pode ser consultada mais informação sobre a realização das Semanas de Ciência e Tecnologia. Consulte o nosso catálogo em linha.

Novembro, 2017

A missão do Arquivo de Ciência e Tecnologia não se esgota na conservação e depósito de um conjunto significativo de arquivos institucionais e, mais recentemente, arquivos pessoais. O tratamento, as ações de preservação, a descrição arquivística e a disponibilização para consulta, correspondem aos passos dados pelos arquivistas, que permitem levar a informação existente nos documentos a todos os que dela necessitam ou por ela se interessam.

Este mês, em jeito de comemoração dos 50 anos de criação da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), o ACT destaca o tratamento e recente disponibilização no catálogo em linha de algumas séries documentais produzidas nos primeiros anos de atividade da instituição, tais como a Correspondência geral (1988-1997) e a Comunicação com a tutela (1978-1997) produzidas pela Direção da JNICT. Estas séries documentam a comunicação geral da instituição com o exterior assim como com a tutela.

Agora, no catálogo em linha, é possível consultar também a Conta de Gerência desde 1967 até 1974, e os pedidos de apoio, enviados ao Fundo de Apoio à Comunidade Científica (FACC), nas décadas de 70 e 80, à época integrado no Serviço de Programas e Projetos (SPP).

Também da responsabilidade do SPP, desde meados dos anos 80 até meados dos anos 90, os projetos de investigação financiados  pelos primeiros programas de financiamento encontram-se já arquivisticamente descritos e disponíveis no catálogo em linha. Por outro lado, respeitante ao financiamento atribuído à formação de recursos humanos, destacam-se os processos referentes às bolsas de especialização técnica (desde finais de 70 até finais de 80).

O tratamento do arquivo do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), também com documentação produzida nos anos 70, 80 e 90, continua em curso, podendo já ser consultados centenas de registos relativos a financiamento de centros de investigação.

Consulte o catálogo do ACT e viaje na segunda metade do século passado, com destino ao financiamento e gestão da ciência em Portugal.

 Outubro, 2017

O Arquivo de Ciência e Tecnologia da Fundação para a Ciência e a Tecnologia participou na Noite Europeia dos Investigadores, no dia 29 de setembro, em Lisboa. Para além da divulgação do ACT, do seu acervo e das várias iniciativas em curso, foram recolhidos registos de história oral para o projeto “História e Memória da Ciência, Tecnologia e Inovação em Portugal”, no âmbito das comemorações dos 50 anos da JNICT e dos 20 anos da FCT.

Em 1985 foi fundada por José Mendes Mourão, então Presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), a Associação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (ACTD). Tratava-se de uma Associação sem fins lucrativos que pretendia despertar a opinião pública e o poder político para a importância da integração da ciência na sociedade e na economia.Passados dois anos, fruto da atividade desta associação de investigadores universitários, foi lançada uma nova publicação, de periodicidade quadrimestral e subsidiada pela JNICT e pela Fundação Calouste Gulbenkian: CTS, Revista de Ciência Tecnologia e Sociedade. O título da revista era caracterizado como sendo uma «expressão envelope […] cujo objeto é a inter-relação entre os sistemas CIÊNCIA E TECNOLOGIA e destes com o resto da SOCIEDADE […]».

A CTS foi dirigida por Alberto Romão Dias, à data Secretário-Geral da Sociedade Portuguesa de Química. Maria Eduarda Gonçalves assumiu o cargo de editora. Também o Conselho Consultivo foi composto por personalidades da Ciência em Portugal: Armando Trigo de Abreu, recentemente falecido, José Mariano Gago, João Caraça, João Cravinho, Fernando Gil, Mário Ruivo, entre outras.

Os números da CTS publicados entre 1987 e 1991 estão disponíveis para consulta no Arquivo de Ciência e Tecnologia, tal como uma parte do arquivo pessoal de José Mendes Mourão, professor, investigador e fundador da ACTD.

Setembro, 2017

cartao de mendes mourão na JNICTJosé Caetano Pinto Mendes Mourão (1943-1985) foi Secretário da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT) a partir de 1977, tendo sido nomeado presidente em 1979, cargo que ocuparia até à data do seu falecimento em 1985. Durante um curto período de tempo cessou funções para ocupar o cargo de Secretário de Estado da Ciência, entre agosto de 1979 e janeiro de 1980, durante o V Governo Constitucional liderado pela primeira-ministra Maria de Lourdes Pintasilgo, onde pela primeira vez em Portugal a Ciência alcançou a categoria governativa de Secretaria de Estado. Professor, investigador, ativo interveniente nas questões de política científica e tecnológica nacional, o seu arquivo contém documentação relativa ao período em que exerceu relevantes cargos públicos, num contexto social e político determinante para o país.

O Arquivo de Ciência e Tecnologia recebeu por doação uma parte do arquivo pessoal de José Mendes Mourão, sendo disponibilizado este mês o respetivo catálogo, certos da relevância que este conjunto documental representa para a compreensão das resoluções políticas nos domínios da Ciência, Tecnologia e Inovação no final dos anos 70, início de 80.

Foi também elaborado e agora disponibilizado o Registo de Autoridade Arquivística (RAA), que permite identificar as principais funções e atividades do seu produtor, o contexto em que as desenvolveu e as relações deste arquivo com outros arquivos da mesma natureza.

Agosto, 2017

Standa do ACT no Ciencia 2017O Arquivo de Ciência e Tecnologia da Fundação para a Ciência e a Tecnologia voltou a estar presente no Encontro Ciência, edição de 2017, que decorreu de 3 a 5 de julho, no Centro de Congressos de Lisboa.

Contando com o número de participantes divulgado pela organização do evento, quatro mil, estima-se que, durante os 3 dias, muitos investigadores e interessados tenham ficado a conhecer o Arquivo de Ciência e Tecnologia. O expositor contou com a presença permanente dos colaboradores do Arquivo, o que proporcionou agradáveis e produtivos diálogos entre aruivistas e a comunidade científica.

A presença do ACT neste evento reveste-se ainda de um maior significado, pois este ano o Encontro assinalou os 20 anos da FCT e os 50 anos da criação da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, a instituição antecessora da FCT.

O ACT apresentou a iniciativa “História e Memória da Ciência, Tecnologia e Inovação em Portugal”, lançando um apelo à comunidade científica de partilha de memórias, ligadas à JNICT ou à FCT, sobre organização e administração de ciência ou construção e implementação de políticas científicas em Portugal.

A história e as histórias das duas instituições estão contadas nos seus arquivos e estes estão disponíveis e acessíveis no Arquivo de Ciência e Tecnologia.

Julho, 2017

O mês de julho destaca-se na história das políticas de ciência e tecnologia e do financiamento da investigação em Portugal. Foi o mês da criação da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), no ano de 1967, na dependência direta do Presidente do Conselho, e da criação da sua sucessora, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em 1997, na tutela do Ministro da Ciência e Tecnologia.

Contas feitas, assinalam-se este ano duas datas especiais: os 50 anos da criação da JNICT e os 20 anos da criação da FCT.

As duas instituições são notórias na esfera da ciência em Portugal. Nos últimos 50 anos atribuíram milhares de financiamentos a unidades de investigação, projetos, formação avançada de recursos humanos e equipamento científico. Promoveram a realização de diversas atividades científicas e celebraram acordos de cooperação. Em traços largos, desenharam e executaram as políticas e estratégias científicas nacionais; atribuíram e geriram financiamentos para a investigação, desenvolvimento científico e tecnológico no país.

A partir dos arquivos das duas instituições, o ACT elaborou uma galeria com a imagem gráfica da JNICT e da FCT ao longo dos anos. Fique a conhecer, ou relembre, imagens de outros tempos.

 

Junho, 2017

Imagem do Dia Internacional dos Arquivos 2017

Entre todas as datas comemorativas que se assinalam no calendário ao longo do ano, existe uma reservada para a celebração dos Arquivos; 9 de junho foi a data escolhida para essa comemoração. A data não foi, obviamente, escolhida ao acaso. Há dez anos atrás, no encontro anual do Conselho Internacional de Arquivos (ICA, em inglês), foi determinada esta  data, simbolicamente, por se tratar da data de fundação do ICA, que foi criado sob os auspícios da UNESCO.

O dia pretende consciencializar acerca da importância dos arquivos enquanto herança cultural e fonte de informação, e que essa herança é testemunho do desenvolvimento económico, político e social da humanidade.

Com um tema diferente todos os anos, «Arquivos, Cidadania e Interculturalismo» é o objeto deste ano para a conferência anual e celebração do dia. Recorde aqui a edição digital que resume a atividade do Arquivo de Ciência e Tecnologia e a sua importância para a história da ciência em Portugal.

Maio, 2017

stand das jornadas 87As Jornadas Nacionais de Investigação Científica e Tecnológica, organizadas pela Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), comemoram este mês 30 anos desde a sua realização, em 1987. Este evento pretendeu ser um momento de reflexão e prospetiva, aberto e prticipado, sobre a atividade científica e tecnológica nacional.

O ACT conserva os documentos respeitantes à organização das Jornadas, incluindo as comunicações e os textos apresentados bem como uma vastíssima reportagem fotográfica. O Arquivo conserva também a documentação relativa à orientação da política científica nos anos subsequentes às Jornadas, designadamente a execução de programas de financiamento como o Programa Mobilizador de Ciência e Tecnologia.

Abril, 2017

Acelerador de partículas do tipo Cockroft-Walton no Pavilhão de Física do LFEN em abril de 1961 (fonte: Laboratório de Física e Engenharia Nucleares, JEN, 1961) e atualmente no jardim do Museu de História Natural e da Ciência (fonte: http://www.museus.ulisboa.pt/en).

Acelerador de partículas do tipo Cockroft-Walton no Pavilhão de Física do LFEN em abril de 1961 (fonte: Laboratório de Física e Engenharia Nucleares, JEN, 1961) e atualmente no jardim do Museu de História Natural e da Ciência (fonte: http://www.museus.ulisboa.pt/en).

A 27 de abril de 1961, a Junta de Energia Nuclear inaugura em Sacavém o Laboratório de Física e Engenharia Nucleares (LFEN). Com a construção deste complexo laboratorial, pretendeu-se criar um centro de desenvolvimento das técnicas mais representativas no domínio da energia nuclear. Deste laboratório fazia parte o Pavilhão de Física, equipado com o acelerador de partículas do tipo Cockroft e Walton de 600.000 volts, utilizado na época para a produção de neutrões.

Os processos relativos à aquisição deste equipamento estão no Arquivo da Junta de Energia Nuclear (código de referência: PT/IST/JEN/DSC/006/0034). O acelerador de partículas encontra-se atualmente exposto no jardim do Museu de História Natural e da Ciência, em Lisboa.



Março, 2017

lombadas dos planos de fomentoNo dia 28 de maio de 1953, num discurso proferido por António de Oliveira Salazar, são apresentados os «Princípios e Pressupostos» dos chamados Planos de Fomento. Em 1948, Portugal tinha assinado o pacto fundador da Organização Europeia de Cooperação Económica (OECE), o que reforçou a necessidade de um planeamento económico, que conduziu à elaboração dos Planos de Fomento. O objetivo fundamental era responder aos problemas de natureza económica e social do país, através da aplicação de normas de disciplina na administração pública e a definição dos setores da economia a serem financiados pelo Estado.

O Arquivo de Ciência e Tecnologia possui uma coleção bibliográfica respeitante aos Planos de Fomento. A Coleção é, na sua grande maioria, constituída por relatórios e estudos relativos ao planeamento, à execução e ao acompanhamento dos Planos de Fomento. A catalogação destes recursos bibliográficos está disponível para consulta na Biblioteca FCT.

Fevereiro, 2017

iniclogoAssinalam-se este ano os 25 anos do desaparecimento do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), extinto em agosto de 1992, depois de 16 anos de uma atividade em prol do desenvolvimento da ciência e da tecnologia no país, nomeadamte através do financiamento de dezenas de centros de investigação.

Na sequência desta extinção, a Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica passou a financiar os centros de investigação do INIC, que foram integrados nas respetivas universidades. Dois anos depois, em 1994, dava-se início ao Programa de Financiamento Plurianual, continuado depois pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

O Arquivo de Ciência e Tecnologia está a efetuar o tratamento arquivístico do arquivo do INIC, conservado pela JNICT e pela FCT com o mesmo reconhecimento que nos é devido ao próprio INIC. Já se encontra disponível o inventário de um conjunto significativo de documentação que pode ser consultado aqui.

 

Janeiro, 2017

fundosdoactNo momento de consultar um arquivo é comum recorrer-se a guias, roteiros, inventários, catálogos, índices e registos. Estes instrumentos de descrição arquivística têm como principais objetivos apresentar os arquivos e facilitar a pesquisa.

Por ocasião do seu 5.º aniversário, celebrado a 16 de dezembro, o Arquivo de Ciência e Tecnologia apresentou o e-book Guia de fundos do Arquivo de Ciência e Tecnologia.

Este guia pretende dar a conhecer os arquivos institucionais e os espólios pessoais que existem no ACT, ou que estão sob a sua gestão arquivística. No total, são 14 arquivos e espólios relacionados com a vida científica portuguesa, sobretudo a partir do último quartel do século XX.

2016

Dezembro, 2016

Detalhe do formulário de candidatura do Programa PRAXIS XXI

Estão tratados e disponíveis para consulta no Arquivo de Ciência e Tecnologia, 6500 processos de atribuição de bolsas de investigação, no âmbito do Programa PRAXIS XXI. Estes processos são decorrentes dos concursos realizados entre 1994 e 1997, geridos pela JNICT e pela FCT.

Em 1994 foi assinado um protocolo de colaboração entre o Gestor do Programa PRAXIS XXI e a JNICT, pelo facto desta ser detentora de experiência na gestão de programas de financiamento.

O Programa PRAXIS XXI destinou-se a reforçar a base do sistema de Ciência e Tecnologia do país, através da atribuição de bolsas de Mestrado (BM), Doutoramento (BD), Pós-Doutoramento (BPD) e para a vinda de cientistas estrangeiros para as instituições de investigação nacionais, com bolsas de Cientistas Convidados (BCC), entre outras.

É ainda possível consultar no Arquivo do Gabinete de Gestão do PRAXIS XXI,  os relatórios de execução financeira, assim como diversos indicadores sobre este universo de bolsas.

Novembro, 2016

Separatas empilhadas

Em outubro de 2016, foi dado a conhecer o nome do investigador laureado com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina, o investigador japonês Yoshinori Ohsumi, em reconhecimento do seu trabalho sobre a «autofagia», processo que desempenha um papel central na renovação das células do corpo humano.

O ACT congratula-se por esta distinção atento ao facto de se tratar de um domínio de investigação sobre o qual o investigador português José Francisco David Ferreira igualmente se debruçou, tendo reunido uma apreciável coleção de separatas – hoje parte integrante do acervo doado pela sua família à FCT, em 2012.

A coleção permite documentar a evolução dos principais conceitos nas ciências biomédicas, da biologia celular e molecular à bioquímica, bem como o desenvolvimento técnico e conceptual da microscopia, dos anos 50 aos anos 90, campos onde se inscreve em pleno o trabalho de Ohsumi.

 

Outubro, 2016

Detalhe da capa da revista Pela Grei, n.º 5

O ACT conserva no acervo de Celestino da Costa um texto que este autor publicou em 1918, no nº 5 da revista «Pela Grei – Órgão da Liga de Acção Nacional», quase 100 anos volvidos, portanto. Era então Ministro da Instrução, por uns escassos três meses, o pensador e académico Leonardo Coimbra.

O texto de Celestino da Costa fora apresentado na sequência de uma proposta governamental de «Reforma da Instrução» de acordo com a terminologia da época. Nele se viam reflectidos alguns problemas do ensino português, no seu todo e universitário em particular, o sempiterno problema da articulação entre investigação científica e ensino, do provimento de lugares nas universidades, temas alguns de perturbante atualidade, elegantemente apresentados, com uma direiteza de pensamento simultaneamente realista, crítica e pacifista. Este artigo constitui uma ótima introdução ao pensamento de Celestino da Costa, autor – então com 34 anos -, justamente considerado, a par de António Sérgio e outros desta geração republicana, um dos pioneiros da política científica portuguesa.

 

Setembro, 2016

logotipos do Grices e Praxis XXINa Arquivística, como em qualquer outra ciência, usamos jargão que nem sempre é completamente entendido por pessoas que não são da área. Um exemplo dá pelo nome de Registo de Autoridade Arquivística, uma compilação de dados e informações organizadas de acordo com normas internacionais, que servem para descrever entidades que produzem arquivos, ou guardam arquivos,  e para funções desempenhadas por instituições.

ACT tem vindo a elaborar registos de autoridades arquivísticas para as entidades produtoras dos arquivos que tem à sua guarda. Ao ler estes registos fica-se a saber o nome da entidade, quais as datas em que existiu, as suas principais funções e atividades, o seu contexto de existência, as relações com outros arquivos e instituições, entre outras informações relevantes.

Este mês disponibilizamos dois novos registos, do Gabinete de Gestão do PRAXIS XXI e do Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior, que ajudam a conhecer e a entender os arquivos destas entidades.

                              

Agosto, 2016

ilustração com a palavra confidencialA 14 de agosto de 1963, Francisco de Paula Leite Pinto enviou um relatório confidencial para António Magalhães Ramalho, diretor do Instituto Nacional de Investigação Industrial, no âmbito das reuniões do Conselho Consultivo da Junta de Energia Nuclear.

O relatório incidia sobre a política nuclear no contexto internacional, e frisava as lacunas estratégicas nacionais na área, no que respeitava à extração de urânio, nomeadamente a necessidade de produzir concentrados de óxido de urânio de elevada qualidade, e também na necessidade de investir na qualificação de profissionais a nível científico e técnico.

Enquadra-se no espírito de desenvolvimento da energia nuclear para fins pacíficos, em voga na época. Ao longo dos anos 60 e 70, foram vários os programas nucleares iniciados em países ocidentais, promovidos pelo interesse gerado na produção de electricidade a partir de fontes alternativas de energia.

Julho, 2016

FCT ESONo dia 10 de julho de 1990 Portugal tornava-se membro-observador do Observatório Europeu do Sul, mais conhecido pelo acrónimo ESO. Ao subscrever o Acordo de Cooperação, o país iniciava a preparação para a adesão plena ao ESO, num período de 10 anos a partir desta data.

Uma das responsabilidades de Portugal passou a ser o reforço do potencial científico e tecnológico na área da Astronomia. Assim, a Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica foi “designada para desenvolver e implementar um programa operacional através de acções de ID destinado a criar as condições que permitiam os objetivos propostos”.

No Arquivo de Ciência e Tecnologia pode ser estudada a documentação sobre a cooperação com o ESO, nomeadamente a relação entre a JNICT e esta organização científica internacional, assim como a documentação relativa aos projetos financiados pelo programa ESO.

Junho, 2016

Arquivo do INII no Arquivo de Ciência e Tecnologia

No presente mês comemora-se a criação do Instituto Nacional de Investigação Industrial (Lei 2.089, de 08 de junho de 1957), cujo fundo foi recentemente integrado no ACT.

Tal como era referido no diploma criador, o Instituto Nacional de Investigação Industrial tinha “por objecto promover, auxiliar e coordenar a investigação e assistência” que interessassem “ao aperfeiçoamento e desenvolvimento industriais do País”. Promoveu o intercâmbio de conhecimento científico entre instituições estrangeiras e nacionais, concedeu benefícios fiscais para as empresas que investiam em tecnologia de ponta, tendo da mesma forma incentivado a construção e apetrechamento de laboratórios.

Em 1967 introduziram-se ajustamentos na sua orgânica, sendo as suas atividades estendidas às províncias ultramarinas. O Instituto foi extinto após a Revolução de 25 de Abril (Decreto-lei nº 361/79, de 1 de setembro de 1979), sendo sucedido pelo Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial.

 

 

Maio, 2016

Mariano Gago, foto do Arquivo de Ciência e Tecnologia

A 9 de maio de 1986 Mariano Gago tomou posse como presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, ingressando na carreira de gestor público da ciência em Portugal e caminhando para a criação do Ministério da Ciência e da Tecnologia, em 1995. Passado um ano sobre o seu falecimento, evocamos o legado do homem de acção inspirado que deixou a sua marca nos últimos 30 anos da ciência feita em Portugal.
Se fosse vivo, Mariano Gago celebraria no dia 16 de maio 68 anos de idade.

Para além do Arquivo da JNICT, o Arquivo de Ciência e Tecnologia conserva  o espólio de Mariano Gago, enquanto presidente desta instituição, entre 1986 e 1989. Este espólio foi doado pelo próprio em dezembro de 2011.

Leia o artigo que o ACT preparou “Mariano Gago, um fazedor de pontes”. 

Abril, 2016

Destaque de O século sobre a exposição átomos em ação

Destaque da notícia sobre a inauguração da exposição no jornal O Século de 22 de abril de 1965.

A exposição “Átomos em Acção”, organizada pela Comissão de Energia Atómica dos Estados Unidos em colaboração com a Junta de Energia Nuclear, foi inaugurada a 21 de abril de 1965 e decorreu até 18 de maio do mesmo ano. Depois de percorrer várias capitais europeias viria a instalar-se  num Pavilhão construído para o efeito na Praça de Espanha, em Lisboa.
A exposição procurou dar a conhecer ao público as aplicações pacíficas da energia atómica, tendo sido promovidas conferências e seminários sobre ciências e tecnologias nucleares, aulas sobre ciência nuclear elementar, assim como visitas guiadas a exposições práticas e projeção de filmes técnicos. Segundo dados publicados na época, visitaram a exposição em Lisboa cerca de 34.000 pessoas.

No Arquivo da Junta de Energia Nuclear pode ser consultado o processo que documenta esta iniciativa, incluindo o discurso de inauguração da exposição proferido por Francisco de Paula Leite Pinto, à época presidente da JEN.

 

Março, 2016

Logotipo da FEPASC

Logotipo da FEPASC

No dia 20 de março celebram-se os 25 anos da criação da Federação Portuguesa das Associações e Sociedades Científicas (FEPASC), organismo agremiador das sociedades e associações científicas portuguesas. A FEPASC teve um importante papel na dinamização de encontros de ciência, ética e política científica, na abertura de um espaço de debate público em torno da atividade de investigação em Portugal. O Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT conserva vários documentos fundamentais para a compreensão da atividade desta Federação, da sua génese e do tempo forte da sua existência – entre 1989 e 1998 – particularmente através do Espólio José Francisco David Ferreira e de alguns processos do Fundo de Apoio à Comunidade Científica, programa de financiamento da JNICT e da FCT.

Leia aqui o artigo completo sobre a FEPASC.

Fevereiro, 2016

Delegação no Norte JNICT logo

“A necessidade da JNICT ter uma antena no Norte é antiga.”

Com estas palavras começava o discurso do presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica,Mário Barbosa, na sessão de inauguração da Delegação no Norte, na cidade do Porto. Criada pelo Despacho 5/SECT/93, de 24 de fevereiro, a sua inauguração viria a ter lugar no dia 26 de março. O responsável pela Delegação no Norte, o Professor Paulo Castro, afirmou então que “a JNICT pretende ficar mais perto das equipas de investigação situadas a norte de Coimbra”, ideia que era reforçada numa entrevista para o Boletim Informativo da FEUP: a delegação “facilita a interacção entre a comunidade técnico-científica da região e a JNICT no que se refere à obtenção de informações e (…) ao acompanhamento da execução dos projetos”.

No Arquivo de Ciência e Tecnologia pode encontrar-se documentação relativa a esta delegação que funcionou até meados da primeira década do Século XXI.

  

Janeiro, 2016

detalhe de um ofício do CERN para a JNICT

Em 2016 celebram-se 30 anos sobre a entrada em vigor do protocolo de adesão ao CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire). Assinado a 26 de abril de 1985 por Jaime Gama, à data o ministro português dos Negócios Estrangeiros, o protocolo entrou em vigor a 1 de janeiro de 1986 e marcou a história da ciência em Portugal. De acordo com as palavras de Mariano Gago à Gazeta de Física, o país abria, enfim, caminho à “organização moderna da ciência” e tornava-se, pela primeira vez, membro de um laboratório científico internacional.

No Arquivo de Ciência e Tecnologia, pode ser consultada documentação sobre a ligação de Portugal ao CERN e sobre a gestão e financiamento de projetos, decorrentes desta adesão, que ajudam a compreender a história do desenvolvimento científico em Portugal.

 

2015
Dezembro, 2015

Carta de orlando ribeiro a david ferreira«Se soubesse que a ciência (…) falava, teria dado um jeito para ouvi-la…»,

Foi desta forma que Orlando Ribeiro respondeu ao convite de José David Ferreira, diretor do Laboratório de Biologia Celular, para assistir à cerimónia de inauguração do Centro de Biologia do Instituto Gulbenkian de Ciência, em julho de 1967.

Na impossibilidade de presença no evento, o autor de «Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico…», despacha a bem-humorada carta de agradecimento que aqui disponibilizamos com data de 24 de julho de 1967.

Esta carta integra o espólio de José Francisco David Ferreira cujo tratamento pelo ACT se encontra já em curso.

 

 

 

Novembro, 2015

Detalhe do Protocolo de intenções para a instalação do Parque C&T da região de Lisboa

A 12 de novembro de 1990 foi assinado o Protocolo de Intenções para instalação do Parque de C&T da Região de Lisboa.

Este protocolo, de que a Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica foi uma das signatárias, teve por objetivo “fixar as directrizes para a realização de um estudo de viabilidade que defina as condições para o rápido lançamento de um Parque de C&T na Região de Lisboa” (Cláusula 1ª). A JNICT foi a entidade incumbida de proceder ao lançamento do concurso para a realização deste estudo de viabilidade, que viria a ser feito pela Segal Quince Wicksteed, Lda.

Consulte esta e outra documentação relativa ao Parque de C&T de Lisboa (hoje Taguspark) no Arquivo de Ciência e Tecnologia.

Setembro, 2015

Detalhe do cartaz de promoção à exposição CIENCIA

Inaugurada a 17 de setembro de 1991, e patente até ao dia 3 de outubro, no Ministério do Planeamento e da Administração do Território, a exposição sobre o Programa CIENCIA teve por objetivo divulgar o programa com o mesmo nome.
O Programa CIENCIA – Criação de Infraestruturas Nacionais de Ciência, Investigação e Desenvolvimento, foi um programa operacional que vigorou durante quatro anos (1989-1993). O CIENCIA teve como fim reforçar o potencial científico e tecnológico do país, traduzindo-se essencialmente no financiamento de infraestruturas e bolsas de investigação. A JNICT foi a entidade responsável pela sua execução.

No Arquivo de Ciência e Tecnologia e na Biblioteca da FCT, conservam-se numerosos documentos bem como uma extensa coleção de literatura cinzenta sobre o programa.

 

Agosto, 2015

Detalhe da capa da primeira edição do Boletim Investigação e Desenvolvimento, de agosto de 1972«O boletim de informação da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica pretende constituir um elemento de ligação entre aqueles que, no nosso País, trabalham nos domínios da Ciência e Tecnologia». Assim se apresentava o Boletim de I&D na sua primeira edição, em agosto de 1972. Neste número dava-se conta, entre outros, do Inventário do Potencial Científico e Técnico do país que se encontrava em curso, da reunião do Conselho Geral da JNICT para apreciar a colaboração na elaboração do relatório geral preparatório do IV Plano de Fomento, assim como da Conferência das Nações Unidas sobre o ambiente, que teve lugar em Estocolmo em junho do mesmo ano.
A coleção completa do Boletim de I&D, assim como documentação referente às notícias em destaque, encontra-se disponível para consulta no Arquivo de Ciência e Tecnologia.
 

Julho, 2015

Foi há 39 anos, a 9 de julho de 1976, que foi publicada em Diário da República a criação do Instituto Nacional de Investigação Científica (Decreto n.º 538/76, de 9 de julho), no seguimento de uma reestruturação do Instituto de Alta Cultura (IAC).

O INIC era então um serviço central do Ministério da Educação e Investigação Científica, competindo-lhe contribuir para a formulação, coordenação e realização da política científica nacional, nomeadamente através da coordenação da investigação científica universitária.

 Junho, 2015

Recorte de imprensa sobre o salão fotográfico do Auto Clube Médico PortuguêsEntre 20 e 30 de maio de 1956, realizou-se em Lisboa o «Primeiro Salão Fotográfico» do Auto-Club Médico Português.

Destinado a promover a fotografia bem como a revelar talentos entre os seus associados, o Salão teve três secções distintas: «Artística», «Documental» e «Científica». Na secção de fotografia «Científica», foram distribuídas cinco Menções Honrosas, uma das quais distinguiu «Ergastoplasma», microfotografia da autoria de José Francisco David Ferreira.

O inventário do espólio David Ferreira estará disponível, em breve, no Arquivo de Ciência e Tecnologia.

Maio, 2015

Stand da JNICT nas Jornadas 87

Foi há 28 anos, entre 11 e 15 de maio de 1987, que se realizaram as Jornadas Nacionais de Investigação Científica e Tecnológica, organizadas pela JNICT, no Fórum Picoas, em Lisboa. Pretenderam constituir um momento de reflexão sobre a atividade científica e tecnológica nacional, assumindo um papel importante na dinamização, organização e planeamento do setor.

O ACT disponibiliza uma parte da reportagem fotográfica produzida no âmbito destas Jornadas.

Abril, 2015

A Junta de Energia Nuclear (JEN) desenvolveu atividades de estudo e pesquisa de aplicação da energia nuclear, tendo sido criada a 29 de março de 1954, pelo Decreto-Lei nº 39 580.
No dia 5 de abril do mesmo ano tomou posse o primeiro presidente, José Frederico Ulrich, numa cerimónia realizada no Palácio da Assembleia Nacional presidida por António de Oliveira Salazar. A JEN exerceu atividade durante 25 anos, tendo sido extinta em 1979.

O trabalho de tratamento do arquivo da JEN foi feito pelo ACT, encontrando-se já disponível on-line o inventário.

Março, 2015

No dia 12 de março de 1970 era publicada no Diário dImagem pormenor documento da Comissão Permanente INVOTANo Governo a criação da Comissão Permanente INVOTAN na Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica. A sua criação surgia da necessidade de coordenar a investigação científica realizada no âmbito da NATO e, conforme consta na Portaria n.º 141/70, a participação nos projetos científicos e tecnológicos da aliança militar eram considerados da «maior utilidade para a Aliança e para a Humanidade».

O arquivo da Comissão encontra-se no Arquivo de Ciência e Tecnologia.

 

Fevereiro, 2015

Imagem cartaz do 1º Simpósio Celestino da CostaA 13 de fevereiro de 1998 acontecia o 1º Simpósio Celestino da Costa, subordinado ao tema Biologia e Desenvolvimento. O evento, que decorreu na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, foi organizado pelo antigo Instituto de Histologia e Embriologia (IHE) da então Faculdade de Medicina de Lisboa e pelo Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina. O cartaz e o programa deste encontro, bem como de outros organizados pelo IHE, foram guardados pelo médico e cientista José Francisco David Ferreira, cujo espólio se encontra em tratamento no Arquivo de Ciência e Tecnologia.

Janeiro, 2015

Imagem fragramentos de minerais do arquivo da JEN

Durante o tratamento do Arquivo da Junta de Energia Nuclear encontrámos pequenas pedras de cor verde, guardadas juntamente com umas cartas provenientes de Pinhal do Norte, concelho de Carrazeda de Ansiães, datadas de agosto de 1957 e setembro de 1958.
Um técnico do Laboratório de Proteção e Segurança Radiológica do Campus Tecnológico e Nuclear do IST confirmou a existência de radioatividade nos fragmentos e identificou os minerais como sendo torbernite e autunite.

2014
Dezembro, 2014

Imagem pormenor de publicações INIC e JNICTA FCT lançou uma campanha de doação de livros pertencentes ao catálogo dos extintos INIC (Instituto Nacional de Investigação Científica) e JNICT (Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica). Esta campanha foi endereçada a bibliotecas de instituições de investigação e ensino superior, bem como à rede de bibliotecas e arquivos municipais portugueses.

Graças ao interesse que a iniciativa colheu, foi possível oferecer um total de 5253 títulos distribuídos por cerca de 50 instituições.

Novembro, 2014

Imagem recorte de jornal sobre o programa PRAXIS XXI

A 11 e 12 de maio de 1994 realizavam-se em Tróia as Jornadas PRAXIS XXI, que reuniram uma parte da comunidade científica nacional, e que foram organizadas pela Secretaria de Estado da Ciência e da Tecnologia.

O objetivo do encontro foi a promoção do debate sobre o programa plurianual de investigação para 1994-1999, a maior fonte de financiamento do sistema nacional de ciência e tecnologia para esse período, com cerca de 105 milhões de contos (525 milhões de ecus).

Saiba mais sobre este evento no Arquivo de Ciência e Tecnologia.

Outubro, 2014

Imagem ficheiro de arquivo ACT

Todos os processos de iniciativas científicas apoiadas pelo Fundo de Apoio à Comunidade Científica, a partir de 1980, estão reunidos e disponíveis para consulta no Arquivo de Ciência e Tecnologia.

Para além do pedido de financiamento, encontrará nestes processos os programas, as brochuras, os posters e a bibliografia referentes aos apoios concedidos.