Factos e Curiosidades

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Abril

Dia Internacional do Planeta Terra – 22 de abril

Este mês dedicamos esta rúbrica de Factos e Curiosidades ao Dia Internacional do Planeta Terra, que se assinala a 22 de abril. Este dia tem por objetivo lembrar e sensibilizar a população para as questões ambientais, nomeadamente o problema da sobrepopulação e os seus efeitos, a poluição atmosférica, em particular a emissão de gases com efeito de estufa e o consequente aumento da temperatura do planeta (referência de 1,5º C) e sobretudo a necessidade de preservar a biodiversidade no Planeta (fauna e flora).

A ideia surgiu na sequência do primeiro Simpósio sobre Ecologia Humana organizado, em 1968, pelos Serviços de Saúde Pública dos Estados Unidos da América (EUA), com o apoio de Morton S. Hilbert, professor de saúde pública e político defensor da causa ambiental, tendo sido responsável pela criação de modelos de sistemas de saúde pública e cofundador do Dia Internacional da Terra. O Simpósio, dirigido aos jovens e estudantes, tinha por missão o contacto com cientistas de causas ambientais e sensibilizar a novas gerações para os efeitos da degradação da biodiversidade na saúde humana. O sucesso do evento foi tal que nos dois anos seguintes algumas comunidades de estudantes procuraram desenvolver a ideia de um dia dedicado à Terra.

As iniciativas, decorrentes deste evento, foram várias, e a 23 de janeiro de 1970, organizou-se, na Northwestern University, em Illinois, o movimento Project Survival com o mesmo intuito de sensibilizar a população estudantil para o crescente fenómeno de poluição de recursos naturais, neste caso o do Lago Michigan. No mesmo ano teve lugar a primeira manifestação a favor da causa ambiental que aconteceu a 22 de abril, iniciativa promovida pelo senador americano Gayrold Nelson, levando à criação da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

As movimentações das causas ambientais ganharam relevo internacional e em 1972, organizou-se na Suécia a Cimeira da Terra, em Estocolmo, tendo sido o primeiro encontro internacional sobre questões ambientais.

Desde 1970 que todos os anos se celebra este dia da Terra, mas a Organização das Nações Unidas (ONU), só em 2009 formalizou oficialmente este dia, através da publicação da Resolução 63/728, que formaliza o dia 22 de abril como o Dia Internacional do Planeta Terra.

O reconhecimento de um dia dedicado ao Planeta Terra por parte da ONU teve várias iniciativas antecessoras no sentido de sensibilizar a população, sobretudo os jovens e estudantes, para as questões da causa ambiental. Uma das iniciativas levadas a cabo foi a Década das Nações Unidas de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) e, de entre as muitas atividades desenvolvidas, destaca-se o ano de 2008 como o Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT), proclamado pela ONU e cuja organização decorreu no triénio 2007-2009. As atividades de sensibilização desenvolveram-se entre os anos de 2007 e 2009, com o intuito de promover uma gestão sustentável dos recursos ambientais, assim como divulgar o conhecimento geocientífico.

Um período que teve como lema Ciências da Terra para a Sociedade e o objetivo principal foi o de reduzir o risco de desastres naturais e sensibilizar o mundo para a sustentabilidade e educação ambiental. Nas décadas anteriores verificou-se um decréscimo do número de alunos em Ciências da Terra, numa época em que o conhecimento em geociências se torna cada vez mais fundamental e indispensável. Era essencial consciencializar para os problemas ambientais, induzindo a uma alteração de comportamentos humanos, com novos modos de vida que incentivassem à redução do consumo e de produtos resultantes da extração de recursos naturais, reforçando uma consciência ecológica e contribuindo uma responsabilização individual e, consequentemente, coletiva.

O Ano Internacional do Planeta Terra, teve como objetivo contribuir para o desenvolvimento da vida diária sustentável e promover o papel social das geociências.

O importante a reter destas iniciativas é a reflexão que cada vez mais urge fazer: que pegada ambiental queremos deixar para as gerações futuras.

Suzana Oliveira

Fonte

Comité Português para o AIPT (junho de 2007). Planeta Terra: Ciências da Terra para a Sociedade. Ano Internacional do Planeta Terra – AIPT (2007-2009). PT/FCT/MG/IP/008/0065. Arquivo de Ciência e Tecnologia. Fundação para a Ciência e Tecnologia. Lisboa Portugal.

Bibliografia

Freire, N. (2024, abril 22). Porque Celebramos o Dia Internacional do Planeta Terra neste dia? National Geographic Portugal.

Marques, E.M. (2012). Ciências da Terra para a Sociedade – O Ano Internacional do Planeta Terra: Impactos e Mudanças em Portugal (Dissertação de mestrado, Universidade Aberta]. Repositório UA.

Março

Equipamento da exposição “Vencer a Distância – Cinco Séculos de Comunicações em Portugal”, Fundação Portuguesa das Comunicações.

150 anos da patente do telefone

Sabia que a patente do telefone foi registada há 150 anos?

A invenção do telefone foi atribuída a Alexander Graham Bell, que no dia 7 de março de 1876 teve a confirmação do registo da patente em seu nome. Apesar de outros inventores terem desenvolvido aparelhos semelhantes, na mesma época, foi ele o primeiro a patentear o dispositivo.

O telefone criado por Bell era simples, com um transmissor e recetor conectados por fio, que possibilitava a transmissão rudimentar do som. Com o tempo, o telefone foi importante para o desenvolvimento de outras tecnologias com diferentes tipos de aparelhos – desde o telefone fixo de mesa até ao satélite, do telefone público ao telemóvel.

Em 1880, surgiram os primeiros telefones com disco manual e foram instaladas as primeiras linhas telefónicas operadas por telefonistas. O telefone fixo de mesa foi usado durante décadas, sobretudo em residências e escritórios, e funcionava com disco rotativo ou botões. Decorrido um século, surgiram os primeiros telefones sem fio em 1980.

Em Portugal, as primeiras experiências de ligações telefónicas aconteceram em 1877, entre Lisboa e Carcavelos. O Rei D. Luís I assistiu à primeira ligação telefónica no país e foi o primeiro monarca da Europa a ter uma rede telefónica privada, com aparelhos construídos em Portugal.

A história do uso do telefone em Portugal teve início em 1910 e até 1936 todos os anos foram assinalados pela expansão deste meio de comunicação. Em 1910 foram inauguradas a rede telefónica da Covilhã; a Escola de Telefonistas da Anglo Portuguese Telephone (APT), em Lisboa.

Nos anos seguintes foi criada a Administração-Geral dos Correios e Telégrafos, com autonomia administrativa e financeira; construídas novas redes telefónicas de ligação entre Coimbra, Figueira da Foz, Porto, Funchal, Setúbal, Lourenço Marques, Braga, Santarém, Curia, Luso, Mealhada, Olhão, Palmela, Guarda, Vila Real; aberto o primeiro posto radiotelegráfico no Continente, no Palácio da Pena, em Sintra, pela Administração-Geral dos Correios e Telégrafos; ativada a rede telefónica do Estado em Lourenço Marques.

Das inúmeras iniciativas que se foram sucedendo, destacam-se: em 1917 a integração de um corpo de telegrafistas, da Administração-Geral dos Correios e Telégrafos, no Corpo Expedicionário Português que operou no campo de batalha em França; em 1919 o Exército estabeleceu uma rede radiotelegráfica para todo o País; em 1926 foi inaugurado o serviço radiotelegráfico insular e internacional; em 1928 foi feita a primeira ligação telefónica internacional entre Lisboa e Madrid; em 1930 foi inaugurada a primeira central de serviço telefónico automático, da Anglo Portuguese Telephone, em Lisboa; em 1931 deu-se a primeira instalação telefónica interurbana em alta frequência; em 1932 foram instadas na via pública as primeiras cabines telefónicas, de tipo inglês, que tornaram acessível a toda a população esta forma de comunicar.

A história do Telefone e a sua evolução pode ser conhecida no Museu das Comunicações que possui uma vasta coleção dos diversos modelos de aparelhos, e espólio arquivístico que documenta a importância deste meio de comunicação, e da sua evolução tecnológica ao longo do tempo. Esta invenção foi dos primeiros contributos para o que viríamos a conhecer como globalização.

No Arquivo de Ciência e Tecnologia há vários processos de bolsas e subsídios atribuídos a projetos desenvolvidos com recurso à tecnologia de satélites e ao primeiro satélite português, o PoSAT-1.

Rosália Dias Lourenço

Webgrafia

Campos, Tiago Soares (2025). História do telefone.

Fundação Portuguesa das Comunicações (2026). Museu

Saldanha, Júlia (s.d.). História portuguesa das telecomunicações: Cronologia das telecomunicações em Portugal. Museu Telecom

Fevereiro

Real Biblioteca Pública

A criação da Real Biblioteca Pública da Corte e do Reino, há 230 anos, foi um marco importante na história cultural e biblioteconómica portuguesa, tendo estado na origem da atual Biblioteca Nacional de Portugal.

A Real Biblioteca Pública da Corte e do Reino, criada oficialmente a 29 de fevereiro de 1796, por alvará régio de D. Maria I, foi instalada provisoriamente na ala ocidental da Praça do Comércio, em Lisboa. A sua fundação insere-se no contexto do Iluminismo, num período em que se defendia o acesso ao conhecimento como instrumento de progresso científico, cultural e social.

Até então, as grandes bibliotecas existentes em Portugal eram essencialmente conventuais, universitárias, aristocráticas e régias, com acesso muito limitado. A criação desta biblioteca representou uma rutura importante, ao assumir-se, desde a sua génese, como uma biblioteca pública, aberta a todos os cidadãos instruídos, e não apenas à corte ou ao clero. Este princípio aproxima-a dos modelos europeus inspirados pelo Iluminismo, como a Bibliothèque Nationale de France após a Revolução Francesa.

Os principais objetivos da Real Biblioteca Pública da Corte e do Reino eram reunir, preservar e organizar o património bibliográfico nacional; facilitar o acesso público ao conhecimento, em especial nas áreas científicas, literárias e históricas e apoiar o ensino, a investigação e a administração do Estado.

A coleção inicial incluiu as obras da Biblioteca da Real Mesa Censória que, até à sua extinção em 1794, fiscalizava as obras a publicar. Através de doações particulares e aquisições, a Real Biblioteca Pública da Corte foi crescendo e o seu primeiro bibliotecário, António Ribeiro dos Santos, em 1805, propôs a primeira lei de depósito legal que instituía que todas as tipografias tivessem de entregar à Real Biblioteca exemplares das obras produzidas.

Em 1834, depois da guerra civil contra os absolutistas, os liberais tomaram o poder e a Real Biblioteca passou a chamar-se Biblioteca Nacional de Lisboa.

No mesmo ano, a extinção das Ordens Religiosas fez com que grande parte do espólio dos conventos e mosteiros do país passasse a ser propriedade da Biblioteca Nacional. Por essa altura, a biblioteca mudou para novas instalações no Convento de São Francisco, no Chiado, mas demorou décadas a assimilar esse crescimento.

Em 1841 a Biblioteca incorpora o Depósito das livrarias dos extintos conventos, que funcionava também no Convento de São Francisco, num total de 176 700 volumes.

Estas incorporações colocaram desafios biblioteconómicos relevantes, tais como a integração de coleções heterogéneas, a necessidade de reorganização intelectual e física dos fundos e problemas de conservação e preservação. Este processo obrigou ao desenvolvimento de políticas de gestão de coleções, ainda que não formalizadas como hoje as entendemos.

A Real Biblioteca Pública da Corte e do Reino contribuiu para o desenvolvimento de práticas biblioteconómicas mais sistemáticas em Portugal, nomeadamente a classificação temática dos fundos, a inventariação e catalogação do acervo e a criação de instrumentos de acesso, ainda rudimentares, mas essenciais para a consulta pública.

Estas práticas lançam as bases para a futura profissionalização do trabalho bibliotecário e para a consolidação da biblioteca como instituição de memória.

Do ponto de vista das funções do Estado, uma Biblioteca Real cumpre dois objetivos fundamentais: o primeiro resulta do reconhecimento de que o conhecimento existente — acessível e organizado — é indispensável ao exercício eficaz das funções do Estado. Uma boa administração é inconcebível sem acesso célere à informação produzida.

O segundo objetivo prende-se com a criação de condições que permitam reunir todo o saber disponível, não apenas como resposta às necessidades administrativas, mas como expressão de uma coleção considerada essencial. A constituição de um acervo central torna-se, assim, um fim em si mesmo, contrariando a dispersão e a eventual perda do conhecimento fixado apenas num livro. Neste sentido, a coleção assume um propósito político claro: reunir tudo e não permitir que nada se perca. O receio da perda permanece um elemento relevante até aos nossos dias.

O crescimento da coleção ao longo dos anos trouxe vários problemas de conservação e dificuldades na organização dos fundos e dos serviços de atendimento. O edifício do Convento de São Francisco não consegue dar resposta às necessidades e em 1951 é tomada a decisão de construção de um novo edifício.

Em 1969 a Biblioteca Nacional muda de instalações ocupando o imponente edifício do Campo Grande, em Lisboa, cujo projeto, da autoria de Porfírio Pardal Monteiro, foi feito propositadamente para a acolher. A inauguração ocorreu a 10 de abril, apresentando ao público um edifício de Estado que contou com a participação de vários artistas plásticos coordenados por Raul Lino.

Dotado de diferentes espaços de leituras e áreas documentais, espaços de trabalho e oficinas, gabinetes para investigadores, auditório e espaços para exposições, tudo distribuído em 3 pisos. Não podemos também esquecer o depósito central com 10 pisos e capacidade para 2 milhões de livros.

Em setembro de 2006 o Governo português procedeu a uma reestruturação dos serviços públicos e, na sequência desse processo, a Biblioteca Nacional de Lisboa passaria a ser oficialmente denominada Biblioteca Nacional de Portugal.

Paula Seguro de carvalho

Webgrafia

Biblioteca Nacional de Portugal. (s.d.). História.

Coelho, B. D. (2016, 6 de março). Pelos caminhos da Biblioteca Nacional. Público

Lisboa, J. L., & Cabral, M. L. (2017). A Real Biblioteca Pública da Corte e o Estado moderno. Cultura: Revista de História e Teoria das Ideias, 36

Monumentos.gov.pt. (s.d.). Biblioteca Nacional (IPA.00007085)

Restos de Colecção. (2011, 16 de novembro). Biblioteca Nacional de Portugal [Post]. Restos de Colecção.

Janeiro

Júlio Pomar (1926-2018)

Assinala-se a 10 de janeiro o centenário de Júlio Pomar, notável artista plástico da nossa Cultura das Artes e nesse sentido, entendeu o Arquivo de Ciência e Tecnologia (ACT), fazer uma pequena homenagem ao seu legado, destacando a data.

Júlio Pomar nasceu em Lisboa no ano de 1926 e cedo demonstrou talento para o desenho e para a pintura. Começou por frequentar a então Escola Industrial António Arroio, seguindo-se posteriormente a Faculdade de Belas Artes de Lisboa (1942-1944), da qual viria a desistir ingressando na Faculdade de Belas Artes do Porto de onde viria a ser expulso devido à sua intervenção política. É também nesta altura que colabora com jornais e revistas como a Seara Nova.

No ano de 1942, Almada Negreiros adquire um quadro seu, e apresenta-o no VII Salão de Arte Moderna do Secretariado da Propaganda Nacional.

Após a II Guerra Mundial, e influenciado por ideais neorrealistas de escritores como Alves Redol, inspira-se em trabalhos de artistas sul americanos, como Diego Rivera, para criar composições de intervenção política. São disso exemplo trabalhos como o Gadanheiro de 1945 ou Resistência de 1946. É nesta época que integra a luta antifascista, onde faz parte da Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil e assina um manifesto sobre prisões, resultando na sua prisão entre março e agosto de 1947, em Caxias, com o nº 8998 do Registo Geral de Presos da PIDE, e onde viria a conhecer Mário Soares. É neste ano que o mural realizado para o Cinema Batalha no Porto é destruído pela PIDE no seguimento da sua atividade antifascista.

Depois de 1957 afasta-se do neorrealismo e explora novas temáticas, aproximando-se do expressionismo, mas sem uma estética convencional. Muda-se, em 1963, para França e reparte a sua vida entre Paris e Lisboa, desde essa altura.

Em 1967 produz as suas primeiras assemblages, combinando diversos materiais nas suas composições e influenciado pelos movimentos estudantis do maio de 1968 explora, não só outros materiais, como o acrílico, mas também algumas formas de expressão de intervenção social.

Em 1971, numa reinterpretação da obra clássica de Jean-Auguste Dominique Ingres, Le Ban Turc, Pomar faz uma alusão à reinvenção de mestres, usando na sua composição Le Ban Turc aprés Ingres a técnica de colagem de Matisse. Durante este período expõe as suas obras em diversas galerias internacionais.

Em 1984 apresenta as suas composições para os azulejos da Estação de Metro do Alto dos Moinhos, em Lisboa, e nos anos de 1990 visita a Amazónia, no Alto Xingú, retirando inspiração para trabalhos que resultariam em exposições que se viriam a realizar em Lisboa, na Galeria 111 e ARCO, assim como em cidades como Madrid, Paris, São Paulo, Rio de Janeiro e outras.

Autor de uma obra vasta e multifacetada, consagrada, cria em 2004 a Fundação Júlio Pomar e em 2013 é inaugurado o Atelier – Museu Júlio Pomar, integrado na EGEAC Cultura Lisboa.
Veio a falecer a 22 de maio de 2018 deixando uma obra de referência, diversificada, e um legado de causas, de resistência e de uma consciência cívica e política.

 

Suzana Oliveira

Webgrafia

Atelier-Museu Júlio Pomar (2013-2025). 8998, Pomar

Atelier-Museu Júlio Pomar (2013-2025). Júlio Pomar

Companhia de Ideias (2012). A aventura artística de Júlio Pomar. In RTP Ensina

Centro Português de Serigrafia, CPS (s.d.). Portugal, Júlio Pomar

Matos, S. A. & Rato, R. (2021, abril 08 a julho 07). 8998, Pomar. Exposição Temporária. Museu do Aljube.

Museu do Neorrealismo (s.d.). Júlio Pomar.

Santos, M. P. (2010, maio). Júlio Pomar. Lisboa, Portugal, 1926 – Lisboa, Portugal, 2018. CAM. Gulbenkian

Universidade do Porto (2018, maio 23). Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto. Júlio Pomar (1926-2018).